Mil Vozes
Personagem de Thiago Carro em 2022-12 Começo da Guilda, no sistema Tormenta20 .
Grupo: Atlas e Galakrimm.
Nome Verdadeiro: Suzuki Grand Vitara
Raça: Tritão
Origem: Marujo
Classe: Bardo
Divindade: “João Mais Longo” (Deus Menor que ele deve a vida)

Descrição
- Era um humano, foi ao mar como marujo, morreu em naufrágio quando foram atacados por uma criatura marítima
- A criatura, Longest John (“João Mais Longo”) poupou-lhe a vida para que difundisse seu nome, a fim de se tornar um Deus Menor
- Foi transformado num tritão
- Busca viajar, contar histórias, e difundir a devoção a João
Background
Nascido em Brystoll, uma cidadela na península de Sambúrdia, no nordeste das Repúblicas Livres, próximo ao porto de Bitasma, Suzuki Grand Vitara cresceu numa vida simples. A mãe, Yamaha Suzuki Mikasa, imigrante do Império de Jade, fugiu de casa, e na cidade, se uniu com Grand Ariano, natural da própria Brystoll. Ambos trabalhavam no porto, a mãe na limpeza, o pai na carga e descarga das embarcações.
Assim, cresceu em meio aos portos comerciais, e piratas, sempre ouvindo dos pais o mesmo discurso de quão ruins eram os piratas, mas sempre encantado pelo mar e pelas embarcações.
Um dia, caminhando pela cidade, passou ao lado de um botequim, onde cantava uma trupe, comemorando o sucesso do último saque, e aquilo soou irresistível aos seus ouvidos, e ele teve a decisão de entrar, o que mudou sua vida. Ao ver aquele pequenino pré-adolescente entrando no bar, o capitão o chamou, fez subir na mesa, o exaltou, e brincou com ele, fazendo-o o mais feliz possível, festejando entre os marujos embriagados.
Dali não mais saiu, nem ao menos se despediu dos pais, e adotou a vida no mar, apenas quando o barco saia do cais, seu nome foi ouvido aos ventos "Vitara!", e seu pai no pier vendo seu filho pela última vez.
Aquela foi a primeira viagem, e foi maravilhosa, cantou, bebeu (com uns 10 anos), dançou, trabalhou, e voltou para casa vitorioso. Ao voltar a Brystoll, seus pais quem tinham viajado. Saíram por Arton buscando melhores condições de vida.
O menino chorou, percebeu a decisão que fizera, e o que perdeu com isto. Mas pouco durou o choro, logo chegou um marujo o chamando para o festejo.
Cresceu, assim, em meio aos piratas, tornando-se exímio no trabalho manual, em resolver os problemas, e, principalmente, em cantar e comandar os piratas. Nunca foi bom ladrão, mas sua lábia a todos enganava, a distração perfeita para que os outros tivessem tempo para seus furtos.
Mas nem tudo são flores. Quando tinha cerca de 16 anos, enquanto navegava sob comando do Capitão João Braços Longos, o então apelidado "Marujo Voz dos Mares" sofreu o maior trauma de suas vidas, tudo parecia tranquilo, quando em meio ao vasto Oceano, um corpo apareceu boiando, e mesmo que ladrões, os piratas têm piedade em seu coração, e tentaram resgatar o homem ao mar, mas ao se aproximarem, o homem desapareceu, era uma ilusão. O medo se apossou dos navegantes que se prepararam para o combate.
Não houve combate, foi destruição, o mar ficou em silêncio, e um chifre único furou o navio debaixo acima, e fincado na embarcação. Só nisso 3 ou 4 caíram inconscientes, depois vieram as magias, que de inúmeras maneiras afetaram o grupo. Um se atirou no mar atingido pela loucura, muitos levados por raios, bolas de fogo, ondas e vendavais que saiam do grande chifre.
Achando que havia completado o trabalho, a criatura desconhecida retirou o chifre do barco e foi ver o resultado. Ao começar a se mostrar deu para perceber o que era o monstro, um narval gigante, medindo uns 3 ou 4 narvais comuns, mas com um chifre descomunalmente grande, maior que o próprio corpo, de cor marfim translúcido, de onde emanava uma aura mágica extremamente forte.
Ao emergir, viu que dois ainda estavam conscientes: João Braba Longa, e Voz dos Mares. Ao primeiro, ele torturou com imagens mentais, era visivel o desespero nos olhos do capitão. O segundo, e protagonista, se rendeu, e gritou "Você deveria ser um deus". A criatura parou.
Vitara sabe de seu poder de convencimento, mas olhou à sua volta e viu seus companheiros todos caídos, e seu capitão sendo torturado, e não achava possível convencer uma criatura de tamanho poder, mas o fez, com uma frase.
"E isto é possível, criatura indefesa?", indagou a criatura, por meio de telepatia, e, com um longo discurso de resposta, o grande Narval foi seduzido pelas belas palavras.
Vitara prometera tornar o narval uma divindade, em troca, pouparia sua vida. Vitara solicitou auxílio na sua missão, então viu uma das cenas mais amedrontadoras de sua vida: o narval sugou, pelo chifre, a alma de seus companheiros, dizendo salvar as almas em caso de sucesso. Então, tocou com o chifre em Vitara, que recebeu em si grande poder mágico, e a voz de todos seus companheiros. Assim, sempre que cantando, Vitara pode usar a voz de seus amigos de trupe, cantando com "mil vozes", e fora transformado em uma criatura dos mares, em um tritão.
"Mas diga-me, criatura majestosa, qual seu nome?", pede Vitara. "Nome? Eu não tenho nome? E qual o nome de seu líder?", requisitou o narval gigante. "Eu era o Voz dos Mares, mas diante de ti me tornarei o Mil Vozes, e este era o Capitão João Braços Longos", assim a criatura concluiu que, sendo maior e mais forte que o capitão, se chamaria o "João mais Longo".
Diante disto, o agora tritão Mil Vozes voltou para a terra, e sua história ficou conhecida, suas mil vozes tornaram-se o som mais famoso dos portos. Assim, Vitara não se uniu a nenhuma outra confraria, mas se tornou um pirata por contrato, recebendo (e muito) para animar as viagens. Com ele, os marujos trabalham mais animados, e trabalham melhor, ele, em si, é um exímio marujo, mas ainda não encontrou seu novo lugar. Ainda.
Ficha
